domingo, 16 de janeiro de 2011
Que sonorize
Dei pause naquela canção. Na verdade queria dar stop, mas a vitrola trava toda vez que tento fazê-lo. A fita engasga, o disco arranha, o botão trava. E o som parece voltar, o sentido é de trás pra frente. Tudo de novo e de novo. Eu quero é saber quando esse disco velho e arranhado vai parar de sonorizar meus dias. Eu quero é saber quando vou deixar de acordar e dormir ouvindo aquela canção. Dar pause não adiantou. Ela continua a tocar. Aqui. Aqui, bem dentro de mim. Onde não posso tocar, mas posso ouvir. E não posso tocar para que eu não jogue as notas musicais uma a uma para o ar. Para que voem, e virem músicas talvez. Pro ouvido de outro alguém.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Pra você
Quero crescer junto contigo. Quero te fazer crescer também. Me dá a mão, vem comigo. Prometo que vou te esperar chegar do trabalho aqui. E vou te dar o abraço mais apertado que já sentiu. E o beijo mais apaixonado que jamais vai sentir. A saudade está machucando um pouco, ela parece meio grande pro meu coraçãozinho. Me ajuda a resolver esse problema, gigante. Sabe que sou grande, mas contigo não tem páreo. Sabe que sou grande, mas sumo nos seus braços. Estou te esperando como sempre estive. Vem buscar o presente que te fiz.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Carta ao Jornal Nacional
Venho por meio desta, pedir que sejam suspensas as aulas no CEFET/RJ, unidade Maracanã e se possível em todas as escolas federais do estado, tendo em vista que ao manter tais instituições de ensino em pleno funcionamento à integridade física e a vida dos estudantes correm sérios riscos. O CEFET/RJ caracteriza-se por contar com estudantes de diveras áreas do estado, inclusive áreas de risco e que tem sido alvo de ataques criminosos. O colégio encontra-se em semana de provas, o que acentua a situação periclitante, já que os alunos sentem-se desconfortáveis e coagidos de faltar as avaliações bimestrais, que foram mantidas pela direção do colégio.
Clamo por um posicionamento imediato dos senhores, se possível.
Desde já, agradeço.
Pâmela Carvalho.
Clamo por um posicionamento imediato dos senhores, se possível.
Desde já, agradeço.
Pâmela Carvalho.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Deixa ser - I
Deixa correr livre pelas mãos
Como a água que foge dos dedos,
Que tende ao chão
Deixa ir,
Como quem se deixa levar pelo vento
Como a mágoa velada pelo tempo
O que era, o que foi
Deixa estar
Largado no sofá da sala
Tragando a vida e vivendo um trago
Se acalme então
Tenha pressa não
Nada é pra ontem,
Que o ontem já foi.
CARVALHO, Pâmela.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Toda alma de artista quer partir
"Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar, pedir a mão
Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar
Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir
Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão
Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus"
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar, pedir a mão
Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar
Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir
Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão
Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar
Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus"
Na carreira - Chico Buarque & Edu Lobo
- É o tipo de texto que eu queria ter escrito, mas não fui presenteada com tamanha genialidade. Resta-me ouvir, ler, apreciar, absorver.
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